O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (8) que considera encerrado o memorando de entendimento firmado com o Irã para pôr fim ao conflito entre os dois países. A declaração foi feita durante a cúpula da Otan, realizada em Ancara, na Turquia.
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A fala ocorre horas depois de os Estados Unidos realizarem uma nova ofensiva militar contra alvos iranianos. Segundo Washington, a ação foi uma resposta aos ataques contra navios petroleiros no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.
O acordo provisório entre os dois países previa um período de 60 dias para negociações de um cessar-fogo permanente, com mediação do Paquistão. No entanto, as conversas realizadas no Catar terminaram sem avanços, e a retomada dos ataques agravou novamente a tensão na região.
Além da ofensiva militar, o governo norte-americano revogou a licença que permitia ao Irã comercializar petróleo no mercado internacional, ampliando as sanções econômicas contra o país.
Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã informou ter lançado ataques com mísseis e drones contra instalações militares dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait. As autoridades locais acionaram sistemas de defesa aérea, enquanto as Forças Armadas iranianas classificaram a ação americana como uma violação do cessar-fogo.
O governo iraniano condenou os bombardeios e afirmou que os Estados Unidos serão responsabilizados pelas consequências da escalada do conflito. Também reiterou que não abrirá mão do controle sobre o Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o comércio internacional de petróleo.
A nova escalada militar aumenta a preocupação da comunidade internacional com a estabilidade no Oriente Médio e com possíveis impactos na economia global, especialmente no mercado de energia.
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