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Polícia

Mulher que envenenou marido com metanol em SC também colocou veneno de rato na comida, aponta denúncia

Empresário morreu após dias internado em UTI; esposa e amante viraram réus por homicídio qualificado

Por: Rodrigo de Oliveira
19/05/2026 16h14 - Atualizado há um hora
Mulher que envenenou marido com metanol em SC também colocou veneno de rato na comida, aponta denúncia

A mulher acusada de matar o marido envenenado em Videira também teria colocado veneno clandestino para rato na comida da vítima e misturado soda cáustica nos remédios dele. As informações constam na denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

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A mulher, de 43 anos, e o amante dela, de 42, se tornaram réus nesta terça-feira (19) pelo assassinato do empresário Pedro Rodrigues Alves, de 54 anos. Ele era proprietário de uma funerária no município do Meio-Oeste catarinense.

Segundo as investigações da Polícia Civil, os dois mantinham um relacionamento extraconjugal há mais de um ano e teriam planejado o crime para viver juntos e usufruir do patrimônio da vítima.

Uso de venenos aconteceu de forma gradual

Conforme a denúncia do MPSC, a mulher começou a colocar metanol na cerveja consumida pelo marido ainda no mês de janeiro. Além disso, ela também misturava soda cáustica aos medicamentos da vítima.

Como o empresário continuava vivo, no dia 4 de fevereiro ela teria colocado o veneno clandestino conhecido como “chumbinho” na comida dele. Horas depois, Pedro passou mal e procurou atendimento na Unidade de Pronto Atendimento de Videira.

No dia seguinte, ele foi internado no Hospital Salvatoriano Divino Salvador e, em 6 de fevereiro, transferido para a UTI.

Já em 13 de fevereiro, exames toxicológicos apontaram intoxicação por carbamato ou organofosforado. O empresário morreu dois dias depois, em 15 de fevereiro.

Cronologia do caso

  • Janeiro: esposa teria colocado metanol na cerveja da vítima e misturado soda cáustica nos remédios;
  • 4 de fevereiro: empresário ingeriu comida com “chumbinho” e passou mal;
  • 5 de fevereiro: internação hospitalar em Videira;
  • 6 de fevereiro: transferência para a UTI;
  • 13 de fevereiro: exame confirmou intoxicação por veneno;
  • 15 de fevereiro: morte do empresário.

Investigação aponta tentativa de esconder o crime

De acordo com a Polícia Civil, os réus tentaram apagar vestígios físicos e digitais do crime e buscavam fazer a morte parecer natural.

A investigação também revelou que a esposa realizou pagamentos a um enfermeiro da UTI para obter informações privilegiadas sobre o estado de saúde do empresário durante a internação.

O profissional responde administrativamente por violação das normas do hospital e do código de ética da enfermagem.

Réus permanecem presos

Os dois acusados seguem presos preventivamente. A mulher está detida em Chapecó, enquanto o amante está preso em Palmas.

Durante os interrogatórios, ambos permaneceram em silêncio.

Ministério Público aponta cinco qualificadoras

O Ministério Público denunciou os dois por homicídio qualificado com cinco agravantes:

  • emprego de veneno;
  • dissimulação;
  • recurso que dificultou a defesa da vítima;
  • motivo torpe;
  • meio cruel.

Além da condenação criminal, o MPSC pede o pagamento de R$ 100 mil de indenização por danos morais aos filhos do empresário.

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