A mulher acusada de matar o marido envenenado em Videira também teria colocado veneno clandestino para rato na comida da vítima e misturado soda cáustica nos remédios dele. As informações constam na denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
✅ CLIQUE AQUI E RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS EM PRIMEIRA MÃO NO WHATSAPP
A mulher, de 43 anos, e o amante dela, de 42, se tornaram réus nesta terça-feira (19) pelo assassinato do empresário Pedro Rodrigues Alves, de 54 anos. Ele era proprietário de uma funerária no município do Meio-Oeste catarinense.
Segundo as investigações da Polícia Civil, os dois mantinham um relacionamento extraconjugal há mais de um ano e teriam planejado o crime para viver juntos e usufruir do patrimônio da vítima.
Uso de venenos aconteceu de forma gradual
Conforme a denúncia do MPSC, a mulher começou a colocar metanol na cerveja consumida pelo marido ainda no mês de janeiro. Além disso, ela também misturava soda cáustica aos medicamentos da vítima.
Como o empresário continuava vivo, no dia 4 de fevereiro ela teria colocado o veneno clandestino conhecido como “chumbinho” na comida dele. Horas depois, Pedro passou mal e procurou atendimento na Unidade de Pronto Atendimento de Videira.
No dia seguinte, ele foi internado no Hospital Salvatoriano Divino Salvador e, em 6 de fevereiro, transferido para a UTI.
Já em 13 de fevereiro, exames toxicológicos apontaram intoxicação por carbamato ou organofosforado. O empresário morreu dois dias depois, em 15 de fevereiro.
Cronologia do caso
- Janeiro: esposa teria colocado metanol na cerveja da vítima e misturado soda cáustica nos remédios;
- 4 de fevereiro: empresário ingeriu comida com “chumbinho” e passou mal;
- 5 de fevereiro: internação hospitalar em Videira;
- 6 de fevereiro: transferência para a UTI;
- 13 de fevereiro: exame confirmou intoxicação por veneno;
- 15 de fevereiro: morte do empresário.
Investigação aponta tentativa de esconder o crime
De acordo com a Polícia Civil, os réus tentaram apagar vestígios físicos e digitais do crime e buscavam fazer a morte parecer natural.
A investigação também revelou que a esposa realizou pagamentos a um enfermeiro da UTI para obter informações privilegiadas sobre o estado de saúde do empresário durante a internação.
O profissional responde administrativamente por violação das normas do hospital e do código de ética da enfermagem.
Réus permanecem presos
Os dois acusados seguem presos preventivamente. A mulher está detida em Chapecó, enquanto o amante está preso em Palmas.
Durante os interrogatórios, ambos permaneceram em silêncio.
Ministério Público aponta cinco qualificadoras
O Ministério Público denunciou os dois por homicídio qualificado com cinco agravantes:
- emprego de veneno;
- dissimulação;
- recurso que dificultou a defesa da vítima;
- motivo torpe;
- meio cruel.
Além da condenação criminal, o MPSC pede o pagamento de R$ 100 mil de indenização por danos morais aos filhos do empresário.
Quer mandar uma sugestão de pauta para a equipe de jornalismo do Canal Ideal? Descreva tudo e mande suas fotos e vídeos pelo WhatsApp, clicando AQUI.