A Nestlé Purina inaugurou nesta terça-feira (3) sua primeira fábrica em Vargeão, no Oeste de Santa Catarina, consolidando o maior investimento já realizado pela companhia no segmento de pet food no Brasil: R$ 2,5 bilhões.
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A nova unidade posiciona o Brasil como hub global de produção e exportação de alimentos úmidos (sachês) para cães e gatos, atendendo a um mercado que já ultrapassa 150 milhões de animais no país, hoje o terceiro maior mercado pet do mundo.
Capacidade quase dobrada e foco em exportação
Com a primeira linha já em operação, a planta praticamente dobra a capacidade de produção de alimentos úmidos da Purina no Brasil. A estrutura complementa a fábrica de Ribeirão Preto, em operação há mais de 50 anos, que também produz alimentos secos e petiscos.
A unidade catarinense já iniciou exportações para o Chile e deve expandir ainda este ano para países como Colômbia e México, fortalecendo o papel estratégico do Brasil dentro da operação global da companhia.
Segundo Rodrigo Maingue, diretor executivo de Purina no Brasil, a nova fábrica fortalece a competitividade e amplia a relevância do país na estratégia mundial de pet care da empresa.
Indústria 4.0 e tecnologia de ponta
A planta de Vargeão nasce com conceito de Indústria 4.0, equipada com:
- Tecnologia patenteada pela Purina
- Centro de Operações Integradas (COI)
- Robôs nas linhas de envase e embalagem
- Internet das Coisas (IoT) e inteligência artificial
- Rastreabilidade digital em tempo real
- Operação totalmente paperless
As linhas são consideradas as mais avançadas da indústria global de pet food, com ganhos significativos de eficiência e produtividade.
Energia 100% renovável e metas ESG
A unidade é a primeira fábrica da Purina na América Latina a operar com energia 100% renovável, tanto térmica quanto elétrica. Entre os diferenciais estão:
- Caldeira movida a biomassa
- Energia elétrica de fontes renováveis
- Sistema de iluminação 100% LED
- Tratamento de efluentes de alta performance
- Operação sem envio de resíduos a aterros
O projeto está alinhado à meta global da Nestlé de se tornar uma empresa NetZero até 2050.
Impacto econômico e social na região
A nova fábrica gera 140 empregos diretos, sendo:
- 42% das vagas ocupadas por mulheres
- 50% dos cargos de liderança femininos
Além disso, são 44 postos indiretos e cerca de 200 profissionais terceirizados na operação. Durante a construção, aproximadamente 7.200 trabalhadores participaram das obras.
Em parceria com a FIESC, a companhia também capacitou 150 pessoas em operação industrial, fortalecendo a qualificação profissional e o desenvolvimento regional.
Santa Catarina como polo estratégico
A escolha de Santa Catarina reforça o estado como polo estratégico para o setor, especialmente pela forte produção de suínos e aves, garantindo proximidade com insumos essenciais utilizados na fabricação de alimentos pet.
Fundada em 1894 nos Estados Unidos, a Nestlé mantém a Purina como um dos quatro negócios prioritários no mundo, apostando na estratégia de premiumização dos alimentos úmidos, com foco em inovação, bem-estar animal e nutrição de alta performance.
Com a nova planta, o Oeste catarinense entra de vez no mapa global da indústria pet.
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