Os preços do petróleo voltaram a subir nesta terça-feira (14) e atingiram o maior patamar em cerca de um mês, após o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã.
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Por volta das 9h39 (horário de Brasília), o barril do Brent, referência internacional, era negociado a US$ 86,91, com alta de 4,33%. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, subia 3,17%, cotado a US$ 80,62.
A valorização ocorre em meio ao temor de que o conflito comprometa o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo.
Nos últimos dias, a preocupação do mercado aumentou após os Estados Unidos retomarem o bloqueio à navegação iraniana, intensificarem ataques militares e proporem a cobrança de uma taxa para proteger embarcações que cruzam o estreito. Além disso, dois navios-tanque foram atingidos por mísseis e o fluxo de petroleiros na região caiu ao menor nível dos últimos dois meses.
Segundo analistas, caso as interrupções continuem, o petróleo poderá permanecer entre US$ 85 e US$ 90 por barril nas próximas semanas.
A alta da commodity também preocupa por seus reflexos na economia. Quando o petróleo sobe, há impacto direto sobre os combustíveis, o transporte de cargas e diversos produtos e serviços, o que pode aumentar a inflação em vários países.
O movimento também influenciou os mercados financeiros. As bolsas asiáticas fecharam, em sua maioria, em alta, impulsionadas pelas empresas do setor de energia, enquanto as bolsas europeias registraram oscilações diante das incertezas provocadas pelo cenário geopolítico.
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