Em 2025, o Santa Catarina registrou 106.007 ocorrências de estelionato, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, enquanto os casos classificados como estelionato por meio eletrônico chegaram a 75.103 registros.
Em Chapecó, foram cerca de 3.500 registros de estelionato em 2025, segundo balanço da Polícia Civil.
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Os números ajudam a dimensionar a mudança no perfil da criminalidade. De acordo com o Anuário, o Brasil registrou 2.261.055 ocorrências de estelionato em 2025, considerando tanto as modalidades tradicionais quanto aquelas praticadas por meio eletrônico.
O número representa uma alta de 2,7% em relação a 2024. Quando comparado a 2018, primeiro ano da série histórica apresentada pelo levantamento, o crescimento chega a 429,8%.
Com esse avanço, o estelionato se consolidou como o principal crime patrimonial do país, em um cenário no qual os delitos praticados no ambiente digital passaram a ocupar espaço cada vez maior.
O próprio Anuário aponta que 83,2% dos brasileiros afirmam ter medo de serem vítimas de uma fraude pela internet ou pelo celular.
Santa Catarina está entre os estados com maior taxa
Santa Catarina aparece entre as unidades da Federação com maior taxa de estelionato.
Em 2025, foram registrados 106.007 casos, correspondendo a uma taxa de 1.294,8 ocorrências para cada 100 mil habitantes. O índice, embora tenha apresentado queda de 2,8% em relação ao ano anterior, mantém Santa Catarina entre os estados com maior incidência do crime.
O levantamento mostra que apenas alguns estados ultrapassaram a marca de mil registros por 100 mil habitantes. São Paulo liderou o ranking, seguido por Distrito Federal, Paraná, Rondônia, Santa Catarina, Espírito Santo e Goiás.
Ou seja: proporcionalmente à população, Santa Catarina aparece em uma posição de destaque no cenário nacional.
E os golpes pela internet?
Dentro desse universo, uma parcela significativa dos registros envolve fraudes praticadas por meios eletrônicos.
Em Santa Catarina, foram 75.103 ocorrências de estelionato por meio eletrônico em 2025, com taxa de 917,3 casos por 100 mil habitantes. O número representa uma pequena alta de 0,3% em relação a 2024, quando foram registrados 73.739 casos.
A modalidade inclui crimes cometidos utilizando recursos digitais, como aplicativos de mensagens, redes sociais, sites, plataformas de venda e outros meios eletrônicos.
Chapecó teve cerca de 3,5 mil casos
Em Chapecó, o estelionato foram aproximadamente 3.500 ocorrências durante o ano, número que permaneceu praticamente estável em relação a 2024.
Na cidade, furto, estelionato e ameaça concentraram cerca de 12 mil registros ao longo de 2025. Enquanto furtos e ameaças apresentaram redução próxima de 10%, os casos de estelionato permaneceram em patamar semelhante ao do ano anterior.
Crimes também movimentam grandes operações
Em agosto de 2025, uma operação da Polícia Civil de Goiás, com apoio das forças de segurança de Santa Catarina e Minas Gerais, cumpriu mandados em Chapecó e Joinville contra uma organização investigada por golpes envolvendo a venda fraudulenta de veículos de luxo.
Segundo a investigação, o grupo utilizava aplicativos de mensagens para anunciar veículos que não seriam entregues após o pagamento. A operação determinou o bloqueio e sequestro de aproximadamente R$ 1 milhão em valores e bens.
Outro caso investigado no Oeste foi a Operação Entre Lobos, que apurou um esquema de estelionato contra idosos e lavagem de dinheiro. Em janeiro de 2026, o GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) cumpriu mandados em municípios como São Miguel do Oeste, Caibi e Chapecó, além de outras cidades catarinenses.
Na ocasião, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 9,6 milhões em contas dos investigados e a apreensão de veículos de luxo.
Em agosto de 2025, uma nova fase da mesma investigação levou à apreensão de veículos em Chapecó, Xanxerê, Pinhalzinho e Caibi. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, o esquema teria lesado centenas de pessoas.
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