A programação da manhã desta sexta-feira (20) no estande do Sebrae/SC, durante o Itaipu Rural Show, foi marcada por conhecimento, troca de experiências e uma imersão nas tendências internacionais do agronegócio. A palestra foi conduzida pelo especialista Guilherme Oliveira, que abordou o tema “Aprendizados globais, soluções locais no agronegócio: histórias, conexões e inovação que geram impacto”.
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Engenheiro eletricista e especialista em inovação no agro, Guilherme compartilhou experiências acumuladas ao longo de quase 20 anos de atuação em pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor. “Agradeço o convite para estar aqui com o Sebrae, participando da feira e compartilhando um pouco das minhas experiências. Pude dividir aprendizados internacionais do agronegócio e destacar o que o produtor deve observar para seguir inovando na sua lavoura”, afirmou.
Com pós-graduação em Agricultura de Precisão e Gestão de Projetos, o palestrante construiu sua trajetória conectando empresas do agro a ecossistemas de inovação, universidades, institutos de pesquisa, startups e grandes corporações. Durante quase duas décadas atuou na Stara e, atualmente, auxilia organizações na estruturação de departamentos de inovação, pesquisa e desenvolvimento, além de atuar como professor, mentor, palestrante, consultor e conselheiro.
O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, destacou que a instituição tem o compromisso de conectar o produtor rural catarinense às principais tendências globais do agronegócio. “Trazer especialistas com vivência internacional para o Itaipu Rural Show é uma forma de ampliar horizontes, estimular a inovação e enfatizar que o conhecimento é a principal ferramenta para garantir competitividade e sustentabilidade no campo”, ressaltou.
Experiências internacionais
Um dos pontos centrais da palestra foi o relato das viagens técnicas realizadas em diversos países com o objetivo de ampliar a visão sobre diferentes realidades produtivas.
Em março do ano passado, o especialista esteve na Nova Zelândia, onde conheceu de perto a forte cultura agropecuária e a tradição na produção leiteira voltada à exportação. Posteriormente, passou 40 dias visitando sistemas produtivos na Austrália, Singapura, Filipinas, Dinamarca, Estados Unidos e Chile.
Entre os exemplos apresentados, destacou desde a produção de morangos na Austrália até sistemas altamente tecnológicos, como a utilização de robôs autônomos na implantação de pistache na Califórnia, nos Estados Unidos. Em contraste, relatou a realidade de pequenos produtores nas Filipinas, que enfrentam desafios climáticos severos, como tufões e limitações estruturais.
Singapura chamou atenção pela necessidade de importar cerca de 90% dos alimentos que consome, exigindo máxima otimização do território para produção agrícola. Já na Dinamarca, Guilherme participou de encontros relacionados às definições de regras agrícolas da União Europeia, ampliando a compreensão sobre políticas públicas e exigências internacionais.
“Viajo o mundo para conhecer sistemas do agronegócio, muitas vezes em situações desconfortáveis, justamente para abrir a mente e enxergar o agro de maneiras diferentes. Essa experiência não pode ficar apenas conosco; precisa ser compartilhada e aplicada nas mais variadas realidades”, ressaltou.
A principal mensagem deixada ao público foi a importância de o produtor rural manter um olhar atento ao cenário internacional para gerar impacto positivo dentro da própria propriedade. “É preciso estar atento ao que acontece no mundo para causar impacto local. Buscar conhecimento, estar aberto a novas experiências e fortalecer conexões é fundamental para manter a competitividade no campo”, destacou.
Sobre o Sebrae
O Sebrae/SC comemora, em 2026, 53 anos de atuação no fortalecimento dos pequenos negócios e no fomento ao empreendedorismo em Santa Catarina. Com presença em todas as regiões do Estado, a instituição oferece soluções que impulsionam o desenvolvimento econômico e social e apoia empreendedores em diferentes segmentos.
Reconhecido nacionalmente, o Sebrae é atualmente a quarta marca mais valiosa do país, com ativo estimado em R$ 33,9 bilhões, reflexo de sua credibilidade e impacto nos territórios onde atua. Em Santa Catarina, a entidade se consolida como parceira estratégica de quem impulsiona o crescimento do estado.
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