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Sete anos depois: as marcas do tornado permanecem na memória de Xanxerê

O fenômeno que devastou parte da cidade ainda é lembrado por vítimas e profissionais que trabalharam no dia. Confira a matéria!

Por: Canal Ideal
20/04/2022 11h00 - Atualizado há 4 anos
Foto: Arquivo Pessoal/ Ric tv Record -  Imagens mostram o cenário devastador após tornado
Foto: Arquivo Pessoal/ Ric tv Record - Imagens mostram o cenário devastador após tornado

O dia 20 de abril de 2015 entrou para a história de Xanxerê e de todo o Oeste de Santa Catarina, por conta do tornado que atingiu a cidade, por volta das 15h15 daquele dia. Com ventos de mais de 250 km/h, o Fenômeno considerado de intensidade F2, varreu parte da cidade, destruindo casas, indústrias e prédios públicos. Por onde ele passou, pouca coisa ficou de pé.

Segundo o coordenador da Defesa Civil, Luciano Peri, mais de 530 pessoas ficaram desabrigadas e outras 4,2 mil desalojadas. Quatro pessoas morreram e centenas ficaram feridas. Mais de 2 mil casas foram danificadas, sendo 245 totalmente destruídas. Pelo menos nove prédios públicos e 38 empresas tiveram as suas estruturas danificadas. Ao todo, os prejuízos ultrapassaram os R$ 100 milhões.

Sete anos depois, em um rápido passeio por Xanxerê, fica difícil encontrar vestígios da tragédia. Fisicamente, a cidade, parece estar recuperada. “O trabalho integrado foi fundamental para a resposta ao desastre, mas num evento de grande magnitude o processo de recuperação e reconstrução foi rápida e fundamental”, afirma o coordenador.

Como em todo o desastre natural, o tornado deixou várias lições para a Defesa Civil. A principal, conforme Peri, foi o aprimoramento da estrutura de resposta a desastres, em investimentos em tecnologia.

Foto: Arquivos Ric tv Record/ Imagens áreas mostram cenário após passagem do tornado 

 

Agir para salvar

Quem enfrentou a fúria da natureza não esquece. Eram aproximadamente 15 horas, Janaina Kronhardt Ferraz, na época com 33 anos, recorda os momentos de pavor que passou sozinha ao lado do filho, de apenas 4 anos.

“Nós recém havíamos chegado de uma festa, o meu filho queria muito que eu ligasse a televisão pra ele, mas devido ao mau tempo que já estava se arrumando, falei para ele sentar no meu colo. Foi questão de minutos, deu tempo apenas para se escondermos em baixo da mesa, em seguida tudo voou. Recordo que prensei ele sobre a pia e debrucei-me sobre ele, neste momento a parede da casa caiu sobre mim, felizmente não chegou pegar nele”, recorda.

Ao ver que o vento já havia passado, poucos segundos depois, Janaina lembra que avistou o bairro que morava, pois em questão de segundos, a rua estava praticamente destruída, com entulhos de outras residências, inclusive casas, árvores e postes de energia pelo caminho.

“Mesmo com todo aqueles escombros que estavam no momento, lembro que ouço meu celular tocando, quando olhei era meu marido me ligando. Lembro que quando atendi no primeiro momento só lembrei em pedir por socorro, pois estava desesperada. Quando meu marido chegou, olhamos para o terreno, olhei para a rua, a casa estava lá. Mas o material não importa, o que importa é que estávamos bem", ela disse, na época. 
Sete ano depois, ela o marido e os dois filhos, estão em um novo lar.

Foto: Arquivo Pessoal / Imagem mostra como ficou a casa onde Janaina e a Família moravam
Foto: Arquivo Pessoal  / Imagem mostra lugar onde Janaina permaneceu com o filho até a passagem do tornado.

Abalou até profissionais

O capitão do Corpo de Bombeiros de Xanxerê, Alan Delei Cielusinsky, relata que naquela tarde estava em outra cidade com a família, quando começou a receber mensagens de colegas perguntando sobre o ocorrido. Sem saber, entrou em contato na época com o cabo Ramon, que confirmou que a cidade havia passado por um forte “temporal”.

“Confirmado então o sinistro, voltamos para a cidade, chegando por volta das 11 horas da noite. Estava no quartel e lá já dava para ver o tamanho do ocorrido, havia muitas pessoas pelo lado de dentro e fora do batalhão precisando de auxilio”, recorda.

O capitão lembra que ao amanhecer foi quando se deu conta da real situação da cidade, onde ele e toda a equipe trabalharam cinco dias incansavelmente. 


“Estávamos divididos em equipes atuando nos resgates de bens públicos, nas estruturas atingidas e no apoio humanitário às famílias, as equipes atuavam de maneira efetiva em vários pontos para apoiar a população e fazer a retirada de bens que ficaram nas estruturas que foram comprometidas”, relata.

Foto: Arquivo Pessoal/ Ric TV Record - Corpo de Bombeiros trabalhando na reconstrução da cidade, após tornado 

Recomeço

Após muito trabalho e perseverança, os sonhos das famílias xanxerenses foram reconstruídos, mas mesmo que os rastros de destruição não estejam mais presentes, a memória daquela tragédia ainda está muito viva.

Por: Ricardo Souza

Especial sete anos do tornado em Xanxerê

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