As estudantes do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Karoline Paula Coletti Gomes, Milena Ghisleni Raimann e Vitória Mucelini Wagner conquistaram o terceiro lugar na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), na área de Engenharia. As três são estudantes do Ensino Médio Técnico, no Câmpus Chapecó do IFSC, e receberam a notícia na última sexta-feira (28), na cerimônia de premiação da Feira, na Universidade de São Paulo (USP).
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O projeto que levou as alunas ao pódio chama-se “Desenvolvimento de um dispositivo acessível para uso de arduíno por pessoas com deficiência visual”. Elas foram as responsáveis por apresentar o trabalho que foi desenvolvido por várias mãos e mentes do IFSC: a orientação é dos professores Marcos Virgílio da Costa, Renato Bergamo e Cleide do Nascimento, a co-orientação ficou a cargo da estudante de Engenharia de Controle e Automação do IFSC, Rafaela Moreno da Silva, e também participou do desenvolvimento do projeto Eduarda Zonta, recém-formada no Ensino Médio Técnico do Câmpus Chapecó.
A apresentação do projeto ocorreu na semana passada, durante uma grande mostra de projetos científicos e tecnológicos da Febrace, que reúne estudantes de todo o Brasil. Nesta edição, a feira contou com 300 projetos finalistas, desenvolvidos por 671 estudantes do ensino básico e técnico, de 269 escolas públicas e privadas de todas as regiões do Brasil. Foram finalistas 10 projetos de Santa Catarina, sendo apenas este da cidade de Chapecó.
O coordenador do projeto destaca que a premiação comprova que se trata de uma ideia inovadora. “Comprova que é muito relevante para a acessibilidade e um projeto muito promissor. Isso também porque as integrantes do grupo são muito pró-ativas, sempre acreditaram e se dedicaram muito ao projeto”, afirma Marcos Virgílio da Costa, professor de Informática do Câmpus Chapecó.
O professor conta que o próximo passo é colocar o projeto em prática. “Vamos tentar no segundo semestre iniciar um treinamento de arduíno para pessoas com deficiência visual, com o componente desse projeto”, afirma Marcos.
A estudante Karoline Gomes, integrante do projeto, conta que a Febrace desempenha um papel fundamental no desenvolvimento dos estudantes, ao criar um ambiente onde é possível explorar e demonstrar habilidades científicas, tecnológicas e inovadoras. “Onde podemos enfrentar desafios e, ao superá-los, demonstrar nossas capacidades. A feira ofereceu ainda a oportunidade de interagir com mentores, cientistas e outros estudantes, permitindo a construção de uma rede de apoio e conexão com a comunidade científica”, afirma.
Saiba mais
A Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) é um programa de talentos em ciências e engenharia que estimula a cultura científica, o saber investigativo, a inovação e o empreendedorismo em jovens e educadores da educação básica e técnica do Brasil. Desde 2003, a Febrace realiza uma grande mostra de projetos científicos e tecnológicos, na Universidade de São Paulo (USP), que reúne estudantes de todo o Brasil.
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