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Polícia

Empresa teria sistema paralelo para esconder vendas e reduzir ICMS em SC

Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Videira e Caçador

Por: Daiane da Silva
30/09/2026 09h01 - Atualizado há um hora
(Foto: MPSC/GAECO)
(Foto: MPSC/GAECO)

Uma operação deflagrada nesta quarta-feira (30) investiga a existência de um sistema paralelo para registrar vendas que não teriam sido informadas ao Fisco, com possível supressão de ICMS. Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Videira e Caçador, no Meio-Oeste de Santa Catarina.

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Investigação começou após fiscalização

A Operação Janus foi deflagrada pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), em apoio à 8ª Promotoria de Justiça de Lages.

A investigação começou após uma fiscalização tributária em uma indústria de bebidas, que teria identificado indícios da existência de dois ambientes diferentes para o controle das informações comerciais.

Segundo as apurações, um dos sistemas reuniria os dados apresentados normalmente ao Fisco. O outro seria utilizado internamente para registrar operações que, em tese, não teriam sido declaradas.

Sistema teria registrado vendas fora dos documentos fiscais

Conforme a investigação, o sistema paralelo permitiria registrar vendas e outras movimentações comerciais sem o correspondente lançamento nos documentos fiscais.

A suspeita é de que esse mecanismo pudesse ser utilizado para reduzir o valor do ICMS efetivamente informado e pago.

Os investigadores também apuram se empresas de tecnologia da informação participaram do desenvolvimento, manutenção ou hospedagem da estrutura utilizada para armazenar e administrar os dados.

Quatro mandados foram cumpridos

Por determinação judicial, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Videira e Caçador.

Os materiais recolhidos durante a operação serão submetidos a análise técnica. O objetivo é verificar os dados e reunir novas informações que possam esclarecer o funcionamento do sistema e a eventual participação de outras pessoas ou empresas.

A investigação tramita sob sigilo, e novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.

Por que a operação se chama Janus?

O nome da operação faz referência a Janus, deus da mitologia romana representado com duas faces.

A escolha está relacionada à suspeita investigada: de um lado, estariam as informações apresentadas oficialmente à fiscalização tributária; de outro, um possível controle interno das operações comerciais.

A existência desse segundo sistema ainda é objeto de investigação, e os envolvidos não são considerados culpados antes de uma eventual decisão judicial definitiva.

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